Incompreensível personalidade

Não entendo: essa necessidade de você. Ou você. Ou você. Qualquer um que preencha esse vazio. Que vazio? Esse desespero por amor. Amor que não dôo. Carinho que desconheço.

Não entendo: essa frieza, facilidade de desapego. Paixão pelo impossível. Vontade de sofrer. Masoquismo: despedaçar meu coração com minhas próprias mãos. Sou uma caçadora – à procura da presa mais fácil para me magoar.

Não entendo: essa incapacidade de mudar, essa vontade de gostar. Medo medo medo, vá embora. Deixe-me viver. Sofrer na hora certa. Amar a pessoa certa.

Não quero: essa vida, esse coração, esse mundo; terrível indisposição.

Socorra-me. Acorda-me desse pesadelo. Quem procuro, já descobri: salvador da pátria e de minha alma, só me falta te encontrar.

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O lado bom da vida

Por toda minha vida, sempre que eu estava para baixo, alguém vinha com a famosa frase “veja o lado bom disso”. Nunca aceitei esse lado bom; achava que era a maior besteira, que as pessoas só costumavam me dizer aquilo para levantar meu astral (coisa que, como vocês devem imaginar, não acontecia) e que não era possível haver um lado bom quando uma coisa tão ruim estava acontecendo.

Conforme fui crescendo, aprendi a ver o mundo de uma maneira diferente. Passei por uma situação extremamente complicada e triste em minha vida e fui desestimulada totalmente em acreditar que existisse um lado bom – qualquer que fosse – na vida.

Eu costumo comparar esse período como um mergulho. Eu afundei nas águas de uma piscina, indo cada vez mais fundo, só vendo parede ao meu redor, exceto na superfície, onde outras pessoas conseguiam se divertir sem preocupações. Aquela, porém, era quase uma outra vida, um outro mundo. Uma visão embaçada. Foi quando atingi o fundo, no entanto, que percebi que só sairia dali se fosse em direção àquela superfície tão, aparentemente, distante.

Voltar à superfície foi o modo que minha mente encontrou de parar de se fechar tanto para aquela situação e clarear, se redescobrir. Aos poucos, o medo foi passando e o lado bom – sim, ele mesmo! – de tudo o que acontecera comigo finalmente se fez presente. Ou, pelo menos, visível. E é aí que começam as suposições.

Se eu não tivesse passado por tudo aquilo, eu nunca teria amadurecido tanto. Poderia ter me misturado com certas pessoas que na época eu “admirava” e me tornado fútil e completamente oca. Se eu não tivesse sofrido tudo o que sofri, nunca teria aprendido a me livrar dos meus sentimentos com a escrita. Poderia ter esquecido esse meu talento, o deixado de lado para sair, beber e não me preocupar com os estudos.

Em vez disso tudo, relembrei de minha maior paixão, me agarrei aos meus livros, conheci visões e conceitos diferentes de vida e aprendi a pensar por mim mesma, sem me deixar levar pelo que os outros acham.

Posso não ter conseguido chegar totalmente à superfície ainda, mas, com certeza, já aprendi o suficiente para entender que tudo na vida acaba levando a um propósito, seja ele bom, seja ele ruim. Porque, no final das contas, todos os acontecimentos são um aprendizado. E pode até ser que você não veja isso agora, mas, no futuro, quando chegar à sua superfície, vai piscar os olhos e ver tudo o que, debaixo d’água, sua mente te impediu de enxergar.

Receita da felicidade

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Felicidade é sentimento que dá e passa. No entanto, é um momento de paz que muitos anseiam sentir, mesmo que por míseros segundos. Todos querem a fórmula da felicidade. E quer saber? A verdade é que não há uma. Há várias. Elas variam de acordo com cada pessoa, com cada gosto, com cada personalidade. Cada um cria a sua própria felicidade. Muitos não fazem idéia e por isso passam a vida toda procurando. E não acham nada.

Viva. Mas viva de verdade, porque quando você ficar mais velho vai se arrepender de não ter feito muita coisa.

Viaje. Nos pensamentos e para outros lugares.

Saia. Com os amigos ou sozinho. Para o shopping ou para a balada.

Beije muito na boca. Fique. Namore. Brigue. Termine. Reconcilie. Faça tudo a seu gosto, mas não esqueça de viver a realidade de vez em quando.

Trabalhe. Dinheiro é bom e todo mundo gosta. Mas não deixe o dinheiro subir à cabeça. Dinheiro compra felicidade e ainda financia, mas cuidado: os juros são altos.

E não se esqueça (jamais!) de sorrir. Sorrir é um exercício facial, ótimo. Previne as rugas.

Faça o que der na telha, o que tiver vontade, o que sempre quis.

Independente de idade. Tire férias. Antes de dormir, sorria mais um pouco e lembre-se dos momentos felizes, pois se você não acordar, já terá percebido o quanto valeu a pena viver.

Motive-se

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“A vida é muito curta para se preocupar com coisas tão banais. Viva. Ame. Faça tudo o que der vontade de fazer. Não se deixe intimidar pelo pensamento alheio. É a sua vida e de mais ninguém. E se tudo der errado… Recomece. Não há hora certa para criar um novo começo.”