Incompreensível personalidade

Não entendo: essa necessidade de você. Ou você. Ou você. Qualquer um que preencha esse vazio. Que vazio? Esse desespero por amor. Amor que não dôo. Carinho que desconheço.

Não entendo: essa frieza, facilidade de desapego. Paixão pelo impossível. Vontade de sofrer. Masoquismo: despedaçar meu coração com minhas próprias mãos. Sou uma caçadora – à procura da presa mais fácil para me magoar.

Não entendo: essa incapacidade de mudar, essa vontade de gostar. Medo medo medo, vá embora. Deixe-me viver. Sofrer na hora certa. Amar a pessoa certa.

Não quero: essa vida, esse coração, esse mundo; terrível indisposição.

Socorra-me. Acorda-me desse pesadelo. Quem procuro, já descobri: salvador da pátria e de minha alma, só me falta te encontrar.

Conto: Nostalgia

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Olfato aguçado pelo aroma do cappuccino. Aprazível. Delicioso. Sensual. Sentia o líquido ardente rasgar-lhe a garganta. A cafeína emaranhava em seu corpo, quase unindo-se ao sangue. Parte de si.

Lembranças. Tortura. Era isso que era. Era isso que sempre seria. Artifício traiçoeiro que lhe remetia as mais dolorosas recordações. Aquele era o preferido dele. Chocolate, caramelo, chantilly. Costumava dizer que nada era melhor para aumentar a libido. Ela ria. Era apaixonada por sua mania de sempre conectar substâncias quaisquer ao sexo. Pela manhã, recebia-lhe com uma caneca fumegante da bebida preta, símbolo de seu amor por ela.

Agora tudo era saudade. Odiava o saudosismo exagerado, mas desde que ele se fora era quase inevitável. E bebia café. E recordava. E chorava. E dormia. Hábitos malditos forçavam-na a permanecer no passado. Quando o “nós” ainda os definia.

Chamou o garçom.

— Mais um copo de nostalgia, por favor.

Novidades

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Oi, gente! Eu sei que ando meio sumida (preguiça rules), mas queria compartilhar com vocês uma coisa incrível que aconteceu essa semana comigo.

Pra quem não sabe, desde pequena, eu gosto muito de cantar, mas nunca cheguei a levar o hobby mais a sério (apesar de querer). Já cantei uma vez no aniversário de 15 anos de uma prima, mas foi só e olhe lá. Mês passado, porém, minha professora de francês nos avisou sobre a Fête de la Musique, que foi criado em 1982 com o intuito de “festejar os milhões de músicos amadores do país na época, que foram convidados a, naquele dia, ocupar as ruas durante meia hora para mostrar sua arte”. E, desde então, todo ano ele acontece, não só na França, mas no mundo inteiro.

Eu já havia ido à Festa da Música antes, porém somente como espectadora, mas, não sei por que, senti uma vontade imensa de participar. Me inscrevi, ensaiei e, segunda-feira, 21 de junho, finalmente me apresentei. Preciso dizer que foi incrível?

Queria compartilhar meu vídeo com vocês e saber sua opinião. Podem ser sinceros, ok? Eu aguento! haha E desculpem, mas minha mãe não conseguiu filmar tudo, acabou ficando cortado.

Eu, cantando Je Ne Sais Pas, da Joyce Jonathan.

E também um videozinho de hoje:

Eu, cantando Garoto Errado, da Manu Gavassi.

E aí, o que acharam?

Sonho vs. Realidade

Para aqueles que a vida não consegue tratar bem, sonhar é como um refúgio, um lugar para ter seus desejos realizados, ainda que sejam impossíveis. Quando se fecha os olhos, a esperança cresce e a ansiedade por vida, por experiências, mesmo que irreais, é quase sufocante.

Sonhos são sempre tratados como algo bom, como a luz em meio à escuridão. Mas a verdade é que nem sempre essas fantasias vêm para o nosso bem. E não digo pesadelos, mas sonhos mesmo, aqueles sorridentes, cheios de amor, fogos de artifícios e corações palpitantes. Porque, no fim das contas, muitos deles só conseguem nos colocar para baixo. Tristes porque acordamos. Tristes porque não é verdadeiro. Aflitos por uma nova rodada de esperança.

Esquecemos que a vida é aquela que começa quando nossos olhos se abrem. Que os sonhos são levados embora, com apenas um sopro de realidade. Mas as lembranças de verdade ficam. Marcam. São como tatuagens – uma vez feitas, são quase impossíveis de remover. Podemos deixá-la se apagar aos poucos, mas ela não sumirá totalmente. Podemos cobri-la com uma nova, mas ela estará sempre lá. Esperando ser notada.

E quando nossa vida é baseada em sonhos, não há o que se recordar. Não há nada para se sentir orgulhoso de, ou se arrepender e nunca mais repetir. O tique-taque do relógio não nos deixa voltar atrás para recuperar esse tempo perdido. O melhor a se fazer, então, é acordar agora e deixar os sonhos para nos motivar – e não nos depreciar.

Parabéns, Audrey!

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Faz 18 anos que a mais linda e bondosa atriz de todos os tempos (em minha opinião) faleceu, mas parece que ela anda mais viva do que nunca. Seus filmes continuam sendo assistidos, sua influencia sempre crescente, seu nome sempre citado.

Hoje, não seria diferente. Não poderíamos deixar de parabenizar Audrey Hepburn, nossa eterna bonequinha de luxo, por seu aniversário, mesmo que ela já não esteja mais entre nós. Para seus fãs, ela sempre será lembrada por seu talento, beleza e caráter.

Devido a esse dia especial, resolvi postar amanhã para vocês a biografia da atriz, assim como seus filmes e seus feitos. Para aqueles que não a conhecem, será a oportunidade perfeita para descobrir quem foi essa grande mulher. Para aqueles que a conhecem, será como relembrá-la e até conhecê-la melhor. Aguardem, será um post especial sobre uma pessoa extremamente incrível.

E, novamente, parabéns, Audrey! Que seu encanto continue influenciando por mais 82 anos, mesmo não estando mais entre nós.

DDQ: Recapitulação

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  1. Recicle-se
  2. A lei da Natureza
  3. À procura da popularidade
  4. O perigo do Bullying
  5. A força do feminismo
  6. Falando de amor
  7. Classificados do amor
  8. Como manter o foco depois de uma semana de folia?
  9. O que fazer quando o namoro não está mais dando certo?
  10. Ditadura da beleza
  11. Nossos monstros do armário
  12. Ciclo da vida
  13. Decidindo seu futuro
  14. A verdade sobre os contos de fadas

Estão aí, todos os meus posts no Depois dos Quinze, pra vocês se manterem sempre inteirados!