Joanne Kathleen Rowling: o fenômeno

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Todo mundo já ouviu falar, pelo menos, uma vez na vida, na famosa J.K. Rowling. A autora de Harry Potter, hoje com 45 anos, está entre as pessoas mais poderosas da Inglaterra e é a única autora bilionária do mundo! Não bastasse isso, ela também já recebeu mais de 50 prêmios e indicações e ainda teve um asteróide nomeado em sua homenagem.

Nascida em 31 de julho de 1965, nos arredores de Bristol, na Inglaterra, Joanne sempre foi considerada a inteligente da família. Desde criança, ela gostava de contar histórias para sua irmã, Dianne, e, por diversas vezes, as duas acabavam interpretando-as juntas. Apesar de brigarem como cão e gato – como quaisquer irmãos fazem, elas tinham uma grande amizade.

Sua infância foi tranquila, mesmo com todas as mudanças, mas quando estava perto de completar nove anos, Joanne teve de enfrentar o falecimento de sua avó preferida, Kathleen, cujo nome ela aderiu mais tarde. Essa foi a primeira morte impactante de sua vida, mas não a única. Seis anos depois disso, durante sua adolescência, J.K. descobriu que sua mãe fora diagnosticada com esclerose múltipla, uma doença lentamente progressiva do Sistema Nervoso Central e sem cura.

Durante os dez anos de avanço da doença, Joanne terminou a escola e entrou para a Universidade de Exeter, onde estudou francês, decisão da qual ela se arrepende por ter deixado ser influenciada pela opinião dos pais. O que ela mais queria era ter estudado inglês, principalmente, por sua paixão pela escrita.

Após a faculdade, seu emprego mais duradouro foi em uma organização que luta contra o desrespeito aos direitos humanos em todo mundo, a Anistia Internacional. Mas ele só durou até 1990, quando, finalmente, a ideia de Harry Potter simplesmente surgiu na cabeça de Rowling.

Ela e o namorado pretendiam se mudar para Manchester e, após um fim de semana de procura de apartamentos, durante a viagem de trem de volta à Londres, o enredo começou a se desenrolar em sua mente. Sem caneta à mão, Joanne deixou que as ideias fluíssem e se acumulassem em sua cabeça por quatro horas – o que ela pensa ter sido muito bom, pois poderia ter começado a escrever e perdido todos os detalhes que ela criou ao longo da viagem.

Naquela mesma noite, J.K. iniciou a árdua tarefa de colocar no papel todo aquele mundo mágico e, durante seis anos, ela quase não parou. Veio a mudança para Manchester e junto foi o manuscrito de Harry Potter, que crescia sem parar, cheio de ideias, descrições e até acontecimentos de livros futuros.

Em 30 de dezembro daquele mesmo ano, aconteceu algo que parou o mundo de Joanne: o falecimento de sua mãe. Toda a sua família ficou desolada, especialmente devido à tão pouca idade de Anne Rowling: ela tinha apenas 45 anos.

Passados nove meses, J.K. resolveu se mudar para Portugal, como um motivo para se afastar de todos os acontecimentos. Agora, a profundidade dos sentimentos de Harry em relação à morte dos pais era muito maior. Rowling tinha seus próprios sentimentos em que se basear e isso tornou Harry Potter muito mais real.

Então, Portugal veio e transformou a vida da escritora: ela conheceu um homem, com quem se casou (apesar de não ter dado certo), e, em 1994, quando resolveu ir para Edimburgo, onde a irmã estava morando, ela levava consigo uma filha, Jessica.

Com a pretensão de voltar à ensinar, J.K. sabia que precisava terminar logo o livro. No momento em que começasse o trabalho, não teria mais tempo para nada, e ela queria, pelo menos, tentar publicar a história para qual se dedicara tanto. Em um frenesi, escreveu sem parar, aproveitando os cochilos de Jessica e qualquer momento livre para digitar e, depois, datilografou tudo. “Cheguei por vezes a odiar o livro, mesmo quando o amava”, admitiu Rowling.

Quando tudo ficou pronto, ela encapou os três primeiros capítulos e enviou para um agente que os devolveu com uma rapidez surpreendente. O segundo, no entanto, aceitou a proposta e pediu o restante do manuscrito. Levou um ano para encontrarem um editor – exatamente 9 a recusaram, por considerarem a história longa demais para uma criança; o que me faz imaginar, de vez em quando, o arrependimento que eles devem sentir quando vêem o sucesso atual do livro. E, em agosto de 1996, finalmente o sonho de Rowling começou.

Toda a sua vida, desde a infância até o momento em que começou a escrever a história de Harry Potter, influenciou significativamente em suas ideias quanto ao livro. Seu aniversário foi adotado para o personagem de Harry, “Potter” era o sobrenome, que ela sempre gostara, de seu vizinho, seu melhor amigo, Sean Harris, a quem “A Câmara Secreta” é dedicada, foi a base de Rony Weasley, o Ford Anglia também existiu e era de posse desse mesmo amigo, e até a descrição das fotografias de Duda Dursley, em “A Pedra Filosofal”, se aplicava às suas próprias (“uma coisa que parecia uma grande bola de brincar na praia, usando diferentes chapéus coloridos”).

J.K. nunca, realmente, escreveu outro livro que não pertencesse à saga de Harry Potter. Mesmo seus outros três livros são relacionados à série: Os contos de Beedle, o Bardo; Quadribol Através dos Séculos e Animais Fantásticos & Onde Habitam.

Atualmente, Rowling está casada com o anestesista, Neil Murray, e, além de Jessica, tem também outra menina, Mackenzie, e um menino, David.

Curiosidades

  • Quando tinha seis anos, J.K. escreveu um livro chamado Rabbit.
  • Dentre seus escritores preferidos estão Jane Austen e C.S. Lewis, mas seu livro preferido é O Pequeno Cavalo Branco, de Elizabeth Goudge.
  • Suas bandas preferidas são os Beatles, The Smiths e The Clash.
  • Joanne perdeu seu primeiro filho com o jornalista português, Jorge Arantes.
  • Dumbledore é como era chamado, no inglês antigo, um tipo de abelha. Enquanto o nome de Snape foi tirado de uma cidade da Inglaterra.
  • A maioria das mágicas e feitiços tem seu nome provindo do latim, o qual Joanne estudou na Universidade de Exeter.
  • A ideia do Expresso de Hogwarts não veio somente por conta do local onde J.K. se inspirou para escrever Harry Potter: os pais da escritora, Peter e Anne, se conheceram na estação de Kings Cross, onde os alunos tem de ir procurar a plataforma 9 ¾.
  • Joanne é extremamente reservada e tímida e, justamente por isso, a primeira leitura do livro em uma livraria foi um fisco. Pouquíssima gente apareceu e, por ficar tão nervosa, toda hora ela se perdia na leitura.
  • A escritora abandonou duas obras para adultos, por sempre priorizar Harry Potter.
  • De todas as criaturas presentes nos livros, a preferida de Rowling é a fênix.

Razão de uma vida

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Sob o céu estrelado dessa madrugada fria
Lembro-te. Amo-te. Sinto-me nostálgico.
Ouço uma linda melodia
Enquanto nossa história versifico.

Há algum tempo recaíram meus olhos em você
E impossivelmente vieram minhas razões de viver
Como um grito. Agudo o suficiente para me ensurdecer
E só restar você. Meu incrível amanhecer.

Na tua ausência, escureço
Na tua presença, floresço
E se te beijo, desfaleço

Mas se te vejo sofrer
Com minha felicidade presentearia-te
E enclausuraria-me para mais uma vez teu sorriso ver

Fome de amor

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O que temos visto por aí?

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes. Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer… Mas? Chegam sozinhas e saem sozinhas… Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos… Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dancer”, incrível. E não é só sexo não! Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida? Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo! Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem, necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama… Sexo de academia… Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalísticas… Essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo desde que não interrompa a carreira, a produção…

Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”. Só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós… Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos “Orkut”, “Par-Perfeito” e tantos outros. Veja o número de comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra viver sozinho!” Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal “beleza”… Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos… Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário… Pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa… Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, famílias preconceituosas…

Alô, gente! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados… Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado… “Pague mico”, saia gritando e falando o que sente, demonstre amor… Você vai descobrir, mais cedo ou mais tarde, que o tempo pra ser feliz é curto e cada instante que vai embora não volta mais… Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou, mas que pode ser a mulher da sua vida… E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois… Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz: “Se um problema é grande demais, não pense nele… E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?” Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado… O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é in ou out… Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas maquiada e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda na TV, e também na playboy e nos banheiros. Eu duvido que nós, homens, queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos. Gostamos, sim, de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso. As mulheres inteligentes entendem e compreendem isso. Queira do seu lado a mulher inteligente: “Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”… Por que ter medo de dizer isso? Por que ter medo de dizer: “amo você”, “fica comigo”?

Então, não se importe com a opinião dos outros, seja feliz! Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo.

Arnaldo Jabor

Novidades

Olá, queridos. É raro eu escrever algo assim, diretamente, mas andei querendo contar uma novidade para vocês desde que a recebi. Estive muito feliz essa semana por causa dela e nem conseguia acreditar direito. Acho que agora já é seguro compartilhá-la sem que eu mesma duvide de sua veracidade, risos.

Muitos já devem ter visto no meu twitter ou até no próprio site, mas, para os que não sabem, dia 30 de dezembro, eu enviei uma ficha de inscrição para a Bruna Vieira, dona do Depois dos Quinze, em uma tentativa de entrar para a equipe do site. Mal acreditei quando a resposta veio, dizendo que ela tinha adorado meus textos e que eu já podia me considerar uma “Depois dos Quinze”. Eu torci muito e não deixei de acreditar em nenhum momento, mas ver a notícia assim foi muito mais legal do que a torcida por ela.

Minha entrada só se tornou oficial na segunda-feira (17/01), quando a Br postou no site sobre a nova equipe e publicou uma das matérias que enviei como post de simulação.

Estou muito agradecida com os comentários das leitoras do site e, também, por ter visto várias das frases do texto postadas no twitter. Mas fiquei feliz mesmo com os comentários da outra matéria que mandei na inscrição, postada na quarta-feira (19/01). Ela fala sobre a escolha de profissão e fiquei contente de ver que as meninas adoraram as dicas e que, as que já tinham passado por aquele processo, concordaram que era o melhor jeito de se decidir.

Deixo, então, meus agradecimentos por todo o apoio, todas as palavras de carinho que recebi no meu twitter e nos comentários das matérias, e abaixo segue o link para as minhas matérias no DDQ.

A verdade sobre os contos de fadas – 17/01

Decidindo seu futuro – 19/01

Ah! E podem ficar tranquilos, eu entrei no DDQ, mas não vou abandonar o BDI de jeito nenhum. Risos. =)

Receita da felicidade

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Felicidade é sentimento que dá e passa. No entanto, é um momento de paz que muitos anseiam sentir, mesmo que por míseros segundos. Todos querem a fórmula da felicidade. E quer saber? A verdade é que não há uma. Há várias. Elas variam de acordo com cada pessoa, com cada gosto, com cada personalidade. Cada um cria a sua própria felicidade. Muitos não fazem idéia e por isso passam a vida toda procurando. E não acham nada.

Viva. Mas viva de verdade, porque quando você ficar mais velho vai se arrepender de não ter feito muita coisa.

Viaje. Nos pensamentos e para outros lugares.

Saia. Com os amigos ou sozinho. Para o shopping ou para a balada.

Beije muito na boca. Fique. Namore. Brigue. Termine. Reconcilie. Faça tudo a seu gosto, mas não esqueça de viver a realidade de vez em quando.

Trabalhe. Dinheiro é bom e todo mundo gosta. Mas não deixe o dinheiro subir à cabeça. Dinheiro compra felicidade e ainda financia, mas cuidado: os juros são altos.

E não se esqueça (jamais!) de sorrir. Sorrir é um exercício facial, ótimo. Previne as rugas.

Faça o que der na telha, o que tiver vontade, o que sempre quis.

Independente de idade. Tire férias. Antes de dormir, sorria mais um pouco e lembre-se dos momentos felizes, pois se você não acordar, já terá percebido o quanto valeu a pena viver.

Teste vocacional

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Com toda essa confusão de ENEM, SiSU e, logo mais, ProUni acontecendo (site fora do ar, servidor lotado, alunos indignados), resolvi achar alguma coisa para fazer enquanto esperava o site do Sistema de Seleção Unificada se normalizar. Não que eu esteja tentando entrar para alguma universidade: fiz o ENEM por puro teste… Mas estou tentando inscrever meu irmão e, para não perder a paciência, entrei no Guia do Estudante para procurar algum teste interessante.

Depois de tanto procurar, achei o teste vocacional do site e fiz para ele, fiz para mim e, devo dizer, foi um dos melhores testes que fiz até agora. Como sei que a indecisão é presente em muitos terceiranistas, decidi compartilhar com vocês o site.

O teste vai perguntar suas características e, após, dirá seu perfil (Artista, Idealista, Habilidoso, etc.) e as profissões que mais se adequam a ele! É bem legal e acho que não custa nada fazer, para perder algumas dúvidas, não é mesmo?

Teste Vocacional

O meu teste ficou bem dividido entre Artista e Idealista, mas, no fim, me confirmou apenas o que eu já sabia: meu futuro como jornalista me espera de portas abertas.

E vocês? Qual foi o resultado?

O primeiro dia do resto de nossas vidas

Ela ergueu seus olhos novamente e viu, pela primeira vez, um ato em resposta da parte dele. Um sorriso sincero se abriu em seu rosto bonito, tão diferente da maioria dos que ali se encontravam. Foi essa mesma dessemelhança que o destacou, chamando a atenção dela no instante em que seu olhar o avistou. E desde então, de tempos em tempos, o observava, analisando-o. Vira-o pegar água e mais água, em vez das bebidas alcoólicas mais pedidas. Vira-o mover-se de um lado para o outro sem sentir necessidade de uma dança mais extravagante. Vira-o dispensar as garotas atrevidas que iam até ele.

E agora ele sorria para ela.

Ela sentiu seu rosto enrubescer e abaixou-o rapidamente. Não pretendia que ele a avistasse. Ele era bonito demais, diferente demais, legal demais. Por que quereria qualquer coisa com ela?

Arriscou um olhar de esguela e percebeu que ele não estava mais lá. Suspirando, decepcionada, tentou voltar sua atenção para as amigas animadas, que dançavam para se exibir e competiam para ver quem beijava mais garotos.

Mas um corpo alto e pouco musculoso atrapalhou sua visão.

Ela ergueu o rosto e quase perdeu o fôlego quando encontrou aqueles olhos que ela estivera observando a noite inteira.

– Oi – disse com o mesmo sorriso de antes.

E isso bastou para ela perceber que estava perdida. Nada nunca mais seria o mesmo depois daquele sorriso. Nada nunca mais seria o mesmo depois daquele garoto.

Ela sorriu de volta, sem acreditar. E ele percebeu que era ela quem ele sempre estivera esperando.

PrayForTheWorld

Os desastres ambientais que vêm abalando nosso mundo pouco a pouco, já não são mais novidades. Há um ano atrás, ainda estávamos chocados com o desmoronamento em Angra dos Reis, durante a virada do ano, quando outra séria situação ocorreu: o terremoto no Haiti.

O mundo parou diante da situação. Ajuda de todos os lugares foi enviada e pensamentos de força encheram os que a tudo assistiam. Foi o maior desastre de 2010, deixando a capital do país devastada, mais de 230 mil mortos e 300 mil feridos.

Mal as coisas se acalmaram, veio outro tremor que chocou os brasileiros, devido à sua proximidade e força. Apesar de em maior grau que o terremoto no Haiti, o terremoto no Chile deixa bem menos vítimas: 800 mortos. Entretanto, 2 milhões de pessoas foram afetadas e chegou-se até mesmo a sentir a repercussão em território brasileiro.

Março chegou tranquilo, somente para dar tempo de tudo se ajeitar e vir mais outro acontecimento: as chuvas no Rio de Janeiro, em abril de 2010. A região metropolitana foi atingida com tudo: 200 pessoas foram mortas, escolas tiveram que paralisar, os cariocas ficaram chocados. Eu posso dizer, já que assisti da minha janela carros e ônibus virarem com a correnteza da enchente e um menino solitário sentar-se no muro do meu prédio enquanto esperava que tudo acabasse. Da TV, assisti, pela primeira vez, a Lagoa Rodrigo de Freitas encher o suficiente para transbordar. Niterói teve o pior deslizamento, que além de muitas mortes, deu origem a um grande tumulto quando se descobriu a causa do desmoronamento: as casas da favela soterrada foram construídas em cima de um lixão.

Logo depois, tempestades também afetam o outro lado do mundo, deixando 89 mortos, 225 feridos e 67 mil casas destruídas na Índia. E, em maio, elas atingem os EUA e a Guatemala.

Os desejos de que 2011 fosse diferente não se realizaram. Os desastres não foram tão fortes quanto em Janeiro de 2010, mas, ainda assim, eles apareceram.

O degelo e as chuvas deixaram cidades da Alemanha inundadas, mas é no Rio, novamente, que as atenções estão focadas. Nessa última terça-feira (11), chuvas fortíssimas abalaram a região serrana do estado. Até agora, o número de mortos é de 513, sendo 228 deles somente na cidade de Teresópolis e 225, em Nova Friburgo.

Para quem não viu nos jornais, um cinegrafista da Globo filmou o resgate de uma mulher na cidade de São José do Vale do Rio Preto, que me deixou completamente chocada. O rio do município transbordou e, em vão, dona Elair tenta fugir para seu terraço, onde a correnteza atinge rapidamente.

Independente de onde, o que é importa é que a natureza não resolveu se rebelar sozinha. As chuvas, desmoronamentos e enchentes só acontecem porque não sabemos parar de destruir o mundo. Os culpados de nossas próprias desgraças somos nós mesmos. Por isso, não fique aí parado enquanto nosso planeta é destruído. Ajude você também. Seja evitando jogar lixo na rua, seja participando de ONGs de proteção ao meio ambiente. O mundo precisa da nossa ajuda.

Resenha: O menino do pijama listrado – John Boyne

Quando terminei O Morro dos Ventos Uivantes, corri logo para começar outra leitura. Não queria perder o ritmo e deixar passar a oportunidade de participar do Desafio de Férias, o qual já falei aqui antes e postei minha lista de metas.

O segundo livro que pretendia ler era O menino do pijama listrado e nem sequer cogitei começar por Madame Bovary. Queria algo mais atual e leve, depois de tantas conturbações com a leitura de Emily Brontë.

À primeira vista, achei até esquisito. Senti a diferença da escrita pesar bastante; enquanto O morro dos ventos uivantes é cheio de descrições, sentimentos e palavras complicadas, O menino do pijama listrado é simples e ingênuo.

Levei algumas páginas para me acostumar, mas consegui engrenar rapidamente. Confesso que, mesmo tendo desistido de esperar muito do livro, após minha decepção com o anterior, a história não era exatamente o que eu imaginava.

Aconselharam-me a lê-lo quando terminei A menina que roubava livros. Disseram-me que tinha um enredo similar (não igual – eu mesma achei bastante diferente, tirando algumas exceções) e fiquei curiosa. Todos falavam do livro e do filme, e eu, como uma boa viciada em leitura, quis logo comprar o meu.

Não vou dizer onde, nem quando se passa a história, porque gostei de adivinhar com as dicas impostas pelo Bruno, personagem principal, e espero que os futuros leitores prestem tanta atenção nesses detalhes quanto eu prestei.

O que você precisa saber é: a história é contada em terceira pessoa, mas seu foco é na vida e pensamentos de Bruno, um menino de nove anos, que é filho de um comandante importante para seu país e se vê obrigado a se mudar, devido ao trabalho do pai. O desenrolar acompanha Bruno em sua nova casa, da qual ele não gosta, e suas tentativas frustradas de entender tudo o que está acontecendo à sua volta. Com sua pouca idade, o garoto sente-se confuso e não consegue compreender por que teve que sair de sua casa grande e bonita para se mudar para uma cidade tão feia e viver em uma nova casa meio acabada e bem menor do que a outra. Além disso, da janela do seu quarto, ele consegue ver uma grande cerca, onde várias pessoas vestindo “pijamas” listrados vivem, do outro lado, uma vida completamente diferente da sua.

Mesmo com a ingenuidade de Bruno, aos poucos, o leitor percebe o que está se passando, quem são as pessoas nos pijamas listrados e quem é realmente Bruno, sua família e, principalmente, seu pai.

Para quem gosta de enredos leves e sem muitos acontecimentos, O menino do pijama listrado é a pedida perfeita. A escrita, apesar de simples, é muito boa e dá um ar mais infantil (especialmente, por ser contada a partir da vida de uma criança) e inocente – mesmo Bruno, às vezes, se portando como um garoto mimado. No entanto, ninguém pode realmente culpá-lo, devido à sua criação. Ainda assim, ele é bondoso e bem diferente de sua irmã, Gretel, que está sempre querendo parecer superior.

O final, no entanto, me surpreendeu. Não pelo acontecimento, já que eu esperava que alguma coisa do tipo fosse acontecer, mas pela falta de descrição. Achei que foi tudo muito rápido e sem emoção.

Apesar dos apesares, eu gostei muito da leitura e aconselharia a todos a lerem. Além da inocência, bondade e simplicidade expressas no livro, a principal característica que me fez gostar da história, foi a amizade sem preconceitos e isso é uma lição para a vida toda.

Minha nota: 8.5