Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Há algum tempo atrás, vi o filme Orgulho e Preconceito e fiquei encantada. Já ouvira falar de Jane Austen, é claro, mas jamais havia lido alguma obra dela. O filme deixou em mim um gostinho de quero mais. Comprei o livro, algum tempo depois, e devorei-o em apenas um final de semana.

Apesar do medo de ter dificuldades com a leitura (um livro clássico é sempre um pouco mais complicado de ser ler do que um livro escrito nos dias atuais) ou cansar-me facilmente do enredo por já ter visto seu filme por quatro vezes em uma mesma semana e seis vezes no total, meu anseio foi infundado. Durante dois dias de incansável leitura, me deliciei com a história da rebelde e determinada Elizabeth Bennet, me apaixonei pelo orgulhoso Fitzwilliam Darcy, me encantei com o romance de Jane Bennet e o Sr. Bingley, ri com as ironias e o sarcasmo do Sr. Bennet, irritei-me com os nervos da Sra. Bennet e com os discursos formais do inconveniente Sr. Collins e imaginei-me no século XIX, vivendo as formalidades da época, indo aos bailes e saraus, apaixonando-me por homens como o Sr. Darcy.

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Adaptação para o cinema da obra literária, por Joe Wright, em 2005, tendo Keira Knightley como Elizabeth Bennet e Matthew Macfadyen como Fitzwilliam Darcy.
Sinopse: Sem homem algum em casa além do seu marido, a Sra. Bennet está desesperada para ver suas cinco filhas casadas e seguras. As meninas, por sua vez, sabem da importância de conseguir um marido que lhes garanta um lar, pois quando seu já velho pai falecer, as mulheres não terão direito aos seus bens, que serão todos herdados por um primo distante, Sr. Collins.
Por isso, a chegada do solteiro Sr. Bingley, com suas irmãs, cunhado e o amigo, Sr. Darcy, à região causa alvoroço na família. Enquanto Bingley se interessa imediatamente pela mais velha das irmãs Bennets, Jane, Darcy tem dificuldades em se adaptar à sociedade local e entra em discórdia com a segunda das irmãs, Elizabeth. Ambos julgam o outro a partir de suas primeiras impressões, porém, no desenvolvimento do enredo, acabam descobrindo que estavam totalmente enganados.
Opinião: Espetacular! Não tenho uma só palavra contra, exceto o seguinte: não deveria ter acabado. É envolvente, muito bem escrita e fácil de entender, apesar de ter sido finalizada no final do século XVIII.
Misturando romance com comédia, drama e uma pitada de sarcasmo, Orgulho e Preconceito faz o leitor querer ser parte do livro e desejar que o mundo volte àquela época.
Jane Austen era uma magnífica escritora e não foi à toa que essa sua obra tornou-se o segundo livro mais importante da literatura britânica. Mesmo hoje, séculos depois, ainda é um dos mais procurados.
Se você ainda não leu, realmente não sabe o que está perdendo!
Minha nota: 10
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4 pensamentos sobre “Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

  1. É maravilhoso, né?! É o único livro que eu consegui reler 3 vezes. A adaptação então, inacreditável ser tão fiel! Ja devo ter visto 12 vezes pelo menos. Fica a dica de ler ‘orgulho e preconceito e zumbis’ para rir um pouco mais com a obra.

    Sobre ‘um livro clássico é sempre um pouco mais complicado de ser ler do que um livro escrito nos dias atuais’, em geral ocorre o contrário.

    • É uma das poucas adaptações que foram realmente boas. Eu baixei esses dias, porque sempre estou com vontade de ver. Já até gravei as falas! haha
      Sempre ouço falar desse livro, vou anotar na minha listinha pra ler, pode deixar.
      Sério? Eu acho livros clássicos mais complicados devido à linguagem diferente… Mas talvez seja só uma questão de opinião, rs.

      • No google tem scaneado até o 3capitulo, esta fácil de encontrar. É meio besta mas se vc gosta de zumbis e parodias dá para se divertir.

        Pega por exemplo Aristóteles [2300aC ? ]. É tão absolutamente claro e atual! Acho que a questão é mais sobre densidade do que dificuldade. Apesar de não conseguir ler Ulisses eu me perco muito mais em um livro da Stephenie Meyer por exemplo. A fama normalmente pesa mais do que as folhas ..

  2. Eu gosto de zumbis e paródias, haha. Vou procurar sim, pode deixar. Mas primeiro tenho que terminar os livros que tenho aqui em casa. São muuuitos, rs!

    Você acha Aristóteles fácil?! Eu quase arrancava os cabelos para entender alguma coisa na aula de filosofia! É por isso que digo que é uma questão de opinião… E também de costume. Eu já li muito livro adolescente, então estou acostumada com a linguagem atual. Comecei agora com livros mais antigos e ainda estou tentando me acostumar.
    Mas isso, com certeza, é verdade. Hoje em dia a fama é o que motiva 90% dos escritores a publicar um livro e não a paixão pela escrita e a vontade de mostrar para o mundo as suas opiniões.

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